sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Como inserir cultura (e leitura) na vida das crianças

Ontem um grande amigo me ligou pedindo algumas referências de histórias em quadrinhos. Ele, na verdade, estava querendo se inteirar, porque seu filho de 8 anos, jogador de futebol e de vídeo-games, estava deixando de lado a leitura e isso, para ele que é um professor de português, não estava cheirando bem.

Depois de indicar alguns quadrinhos, explicar a história da Marvel, da DC, do Asterix e da Turma da Mônica, resolvi falar sobre a minha experiência aqui em casa e o que penso sobre isso. Tenho um filho de 7 anos de idade em fase de alfabetização e outro de 3 anos que, sinceramente, se entretêm muito mais com a TV do que com a Literatura.

Temos ai uma batalha a ser travada: em um mundo tão digital, tão multimídia como o nosso, conseguir colocar uma criança para ler é uma tortura para nós e para elas. No entanto, ler é tão importante e tão fundamental para o desenvolvimento intelectual da criança que essa batalha tem de ser diária, não podemos desistir.

Agora, como eu, ou qualquer pessoa que gosta de ler, começou a pegar nos livros? No meu caso e no da maioria dos amigos que converso a leitura começou a surgir a partir da curiosidade, aquela vontade de saber e se aprofundar em um assunto que realmente interessa. Sendo assim, o que tento fazer com meus filhos é trazer a curiosidade até eles! Outro dia resolvi contar a história de Alexandre o Grande para meu filho mais velho, contei de uma forma mais relaxada, explicando, tentando trazer aquilo para perto dele e demonstrando que não exitem heróis só na TV ou no cinema (Ben 10, Homem de Ferro, Batman...), mas que o mundo real também produziu pessoas que realizaram feitos extraordinários e que merecem, pelo menos, ser escutados.

A partir daí, todo dia antes de dormir, meu filho começou a perguntar sobre "aquelas histórias daqueles caras de antigamente". Depois de Alexandre falei de Júlio César, falei de Napoleão, Zumbi... E hoje meu filho conhece certos personagens que, de uma maneira ou de outra, mudaram o mundo e fizeram com que nossa atual realidade seja como ela é. O melhor disso, ele passou a querer saber mais sobre esses caras.

Outra técnica que utilizo é me aprofundar nos personagens que ele gosta, se ele conhece o Senhor do Anéis, compro o livro e leio antes de dormir algumas passagens, se ele se interessa por Harry Potter, vamos à literatura do personagem. Lembrem-se que ler é como comer salada, não adianta nada eu mandar meu filho ler se eu não leio nem um jornal, então ter livros, comprar livros, ter uma pequena biblioteca em casa e, claro, ler bastante sozinho ou com ele, serve como um grande incentivo.

O que eu quero dizer, em resumo, é que a criança tem que se interessar por algo para que aquilo seja interessante ou, pelo menos, um bom passa tempo. Se interessar por aquilo que deseja ler é fundamental para qualquer pessoa e para uma criança é a base de tudo, lembrem-se que nós sabemos a importância da leitura, mas elas não têm ideia disso.

Infelizmente as escolas não podem dar essa oportunidade para todos, seria impossível fazer uma prova com o gosto de leitura de cada um e, tendo em vista que existe um currículo a ser seguido, alguns livros específicos serão impostos às nossas crianças (não tem jeito). No entanto, os pais devem participar da criação dos pequenos fazendo com que a cultura entre em suas cabeças da melhor maneira e, claro, se despertamos a curiosidade delas... Isso se torna uma batalha mais fácil de ser vencida. A escola não pode levar a culpa de tudo e o interesse pela leitura nasce muito mais em casa do que no horário escolar.

Deixo aqui uma boa dica de leitura para os pequenos que postei um pouco antes de ter o meu primeiro filho: http://debateentreamigos.blogspot.com.br/2008/04/certa-vez-estava-procurando-um-livro.html

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Minha opinião sobre terem ofendido o Chico Buarque no Leblon

As pessoas hoje encaram quem pensa diferente como inimigos e, sem educação, querem sobrepor sua opinião de forma agressiva, desrespeitosa e ignorante. Eu, particularmente, tenho uma opinião absolutamente diferente da opinião do Chico Buarque, mas eu jamais distrataria uma pessoa pública ou anônima do jeito que aquele senhor foi distratado. 

Eu também não coloco em questão a obra do Chico, a pessoa deve ser tratada de forma diferente do artista. Se eu pensasse na pessoa não adoraria Woody Allen, Polanski e não poderia ler autores russos. Claro que, no momento em que o artista se posiciona, ele está abrindo um precedente para ser criticado, no entanto, criticar, ter um sujeito como adversário, é totalmente diferente de tê-lo como inimigo.

A situação em questão é um exemplo claro de como as coisas estão e não digo que fiquei chocado porque era o Chico, mas se fosse um amigo meu, um pai, um tio, eu acharia um absurdo.

Não tenho nada a ver com isso, esse Brasil aí está muito esquisito. 

Tive que comentar.

domingo, 6 de setembro de 2015

Nova Ordem

Estou muito tentado a parar de assinar a TV a cabo. Nesse momento, na minha vida, só vejo Netflix e passo a maior parte do meu tempo na internet, lendo livros digitais ou jornais on-line.

Eu gosto do YouTube, sites de entretenimento e minha família, como eu, também pouco se vale da televisão. 

Meus filhos veem Netflix, minha esposa passa seu tempo vendo programas na web e lendo jornais, temos video-games para os pequenos (e para nós, por que não?) e hoje os canais da TV aberta e fechada estão cada vez mais distantes de nossos interesses. 

Tirando o futebol (para quem gosta), acho que a TV está ficando desinteressante e isso é para todos! 

Os meios de comunicação e o público mudaram, ter uma grade fixa de programas hoje em dia é um empecilho, as pessoas querem ver o que desejam a hora que bem entenderem. A fórmula atual das TVs é engessada e se os canais não mudarem, vão passar por dificuldades. 

sábado, 29 de agosto de 2015

Pequenas grandes coisas

A felicidade pode estar em qualquer lugar. Não precisamos de dinheiro, de fama ou bens mirabolantes para sermos felizes.

Hoje, vejam bem, fui para cozinha e preparei o almoço. Fiz com toda a atenção, buscando me superar naquele afazer tão coloquial.

Minutos depois, com a comida já feita e devorada... Pensei que a felicidade pode estar nas pequenas coisas e agradeci a oportunidade que tive de viver esse momento.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

ZEROZEROZERO

Estou lendo o belíssimo livro do Roberto Saviano Zero Zero Zero. O livro disseca a história do narcotráfico de forma direta e muitas vezes agressiva... Dando à verdade um ângulo bem direto e intenso. Leitura simples, crua, arrasadora e extremamente cativante. Vale um confere!

sábado, 25 de junho de 2011

Ouça um bom conselho...


Um dos melhores que bebi.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Por que o Ipad não tem USB?

Milhões de pessoas me perguntam sobre isso, segue uma bela (óbvia para quem já conhece e usa produtos Apple) e esclarecedora resposta, publicada em uma matéria sobre o produto no UOL tecnologia:

O iPad tem porta USB?

Não. Mas como o iPhone e o iPod touch, o tablet terá um cabo com conector que possui porta USB para uso em Mac e PC.

Se ele não tem porta USB, como funciona a transferência de dados para o portátil?

O tipo de transmissão de arquivos da Apple não é parecido com a de um pendrive, em que o usuário só conecta o dispositivo e arrasta os arquivos. É preciso, com o tablet ligado à porta USB no computador e o programa iTunes aberto, fazer um processo de sincronização dos arquivos de música, vídeos, fotos, contatos, aplicativos, etc.

A última versão do iTunes traz ainda uma função para transferir arquivos como documentos Microsoft Office. Mas ele funciona apenas se você tiver instalado no seu iPad programas que poderão editar esses documentos. O conteúdo pode ser transferido na outra direção também.

Além disso, é possível transferir documentos pela internet quando você recebe arquivos anexados por e-mail ou faz o download pela web por meio de um site.

Reportagem na íntegra: http://migre.me/3KOaq