sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Parabéns aos escritores

Quando fiz esse blog, fiz por uma necessidade. Chega uma hora que você quer escrever, não que eu não escreva com certa freqüência em meu trabalho ou estudos, mas esta necessidade de organizar os pensamentos, essa vontade de expressar em palavras nossos sentimentos e opiniões acontece, aconteceu comigo e pode acontecer com vocês meus amigos. Se essa vontade de escrever ocorrer, aconselho que façam um blog. O blog é um ambiente democrático, um lugar seu, sua agenda, seu caderno, um local onde você fala o que quer e bem entende e, vejam só, consegue até uns adeptos de seus pensamentos.
Posso, hoje, me considerar um “blogueiro”, gosto de escrever no meu blog e ler os blogs de amigos ou desconhecidos, vejo que a internet é um lugar maravilhoso para divulgar idéias, fazer amizades e criar uma rede bacana de relacionamento, sou um simpatizante e grande incentivador dessa mídia e, apesar de não estar com a mesma energia e assiduidade – coisa de quem trabalha, estuda e tem um filho de dois meses que simplesmente não dorme à noite – estou aqui e agradeço a presença e a participação de todos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Voltando às atividades

Após as festas, volto ao trabalho e ao blog. Durante a noite natalina eu vi o DVD de Roberto Carlos e Caetano, DVD esse que traz a gravação do show onde o Rei e o baiano fazem uma bela homenagem a Tom Jobim. Tudo bem, as músicas são batidas, os arranjos conhecidos mas… Ver Roberto Carlos cantando bossa nova é uma surpresa agradável. Roberto, isso dito por Caetano, é mais bossa do que brasa.
No dia primeiro entrou em vigor a reforma da língua portuguesa. Confesso que ainda não tive tempo raciocinar sobre o acordo e por isso não tenho uma opinião, mas sei que ainda temos 4 anos para nos adaptar. O site G1 divulgou uma lista sobre as mudanças que coloco em anexo (só clicar):

P.S.: Eduardo Paes ficou assustado com a situação de hospitais e postos de saúde na zona norte do Rio. Pergunta: em que cidade ele mora? Será que da campanha, e de sua participação no governo Cézar Maia, a situação dos hospitais do Rio mudou tanto?

P.S.: O "Debate entre amigos", esse blog, completou um ano. Obrigado pela presença de todos.

sábado, 20 de dezembro de 2008

O Rio está acabado e desmoralizado 2



Repararam no último parágrafo? Dia 9 de dezembro eu coloquei uma postagem com o título "O Rio está acabado e desmoralizado", nela eu dizia como o Rio de Janeiro vem perdendo espaço, em todas as áreas, inclusive no futebol, para São Paulo. Bom, agora até a Abertura da Copa parece que vamos perder, será que poderemos ver algum jogo? Sei lá, um Camarões e Uruguai no Maraca seria razoável.

sábado, 13 de dezembro de 2008

AI-5

Hoje é aniversário do AI-5, o ato institucional que deixou a ditadura brasileira mais dura faz 50 anos. O período foi um dos mais conturbados da história brasileira e jovens estudantes lutaram bravamente contra os limites impostos pelo governo. Devemos lembrar, e respeitar, todos que foram presos, torturados e até mortos por nossa democracia, mas devemos lamentar por aqueles que ainda hoje dão entrevistas como heróis e estão envolvidos em falcatruas governistas. A data, que deve ser tida como vergonhosa, também mostra que o poder corrompe qualquer ideologia e que os comunistas de ontem podem ser os burocratas de hoje.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Capitu

Quando tinha mais ou menos 15 anos me forçaram a ler Dom Casmurro, foi na escola, era fim de ano e eu, que sempre gostei de português, me vi diante de tarefa árdua… Ler um livro do final do século XIX (final mesmo, foi publicado em 1899) com uma linguagem rebuscada e sem dúvida de difícil compreensão para um menino. Ainda hoje faço críticas a essa forma de “ensinar a gostar de ler” que as escolas adotam, mas foi assim, de forma um tanto quanto precosse, que tive meu primeiro contato com o grande Machado.
Já mais velho, com mais bagagem, mais leitura, me aventurei a ler Dom Casmurro, estava trabalhando em uma produtora de cinema que estava desenvolvendo um projeto baseado no livro e eu, como bom funcionário, resolvi ficar por dentro e, sinceramente, foi genial! Muito mais do que esperava, o escritor é muito maior do que me contavam e, depois daquele livro, fui visitando outros textos do autor percebendo que o título de maior escritor brasileiro não é para menos, depois de ler Machado de Assis você sai, no mínimo, falando melhor e com os pensamentos mais organizados (pelo menos me senti assim).
Há 100 anos atrás morria o maior escritor que essa terra já formou e por conta disso o ano 2008 no Brasil foi repleto de homenagens ao autor, desde mostras a reedições de suas obras. Machado de Assis foi homenageado de várias formas mostrando, ou tentando mostrar, que brasileiro tem memória. A Rede Globo também quis homenagear o grande escritor e para isso escolheu seu romance mais emblemático, o mesmo que li ainda jovem, Dom Casmurro, para servir de base para a minissérie que ontem a emissora colocou no ar com o título de Capitu. Capitu foi a musa do romance Dom Casmurro, um amor para o personagem principal e uma obsessão também, Dom (Bentinho) narra toda a história em primeira pessoa e de forma subjetiva conta sua versão do romance com Capitú e a possível traição da moça com Escobar, amigo do casal. A trama é complexa, fica difícil saber se a versão contada por Dom Casmurro é verdadeira ou não, já que o narrador oscila, a todo tempo, de temperamento. A minissérie, dirigida por Luiz Fernando Carvalho, tem um tom pop e teatral que visa atrair os mais jovens, mas a meu ver, afasta mais do que agrega público. Não por estar ruim, pelo contrário, a fidelidade ao texto é um dos pontos máximos além da produção, caracterização e a câmera nervosa e bem enquadrada com incidências de imagens do início do século XX, só não sei se os olhos brasileiros vão captar bem as imagens, surgindo ai um outro problema: Machado de Assis não agrada o grande público por conta de sua linguagem rebuscada e de difícil compreensão, é um autor antigo, de outra época e outro século, normal os mais jovens não entenderem, a minissérie tentou modernizar e modernizou tanto que deixou Machado ainda mais incompreensível, não sei, mas ainda acho que o Dom de Fernando ainda é para poucos. A TV está hoje presa à audiência, uma pena, pois excelentes trabalhos como essa minissérie podem se tornar cada vez mais escassos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O Rio está acabado e desmoralizado

Já faz algum tempo eu venho falando de como o Rio de Janeiro, cada vez mais, vem perdendo seu espaço como pólo cultural brasileiro para São Paulo. Coisas básicas vêm acontecendo: não temos mais grandes musicais, grandes mostras de arte, deixamos de ser um pólo publicitário, não somos mais a sede da Fórmula 1, de entrega de prêmios, de concertos internacionais relevantes e até o samba, que era nossa praia, está começando a ser mais reconhecido e aclamado em Sampa, levando muito bamba para lá. Méritos paulistas a parte, a coisa tá braba para os cariocas. A violência vem contribuindo, e muito, para a fulga cultural carioca, mas não é a única razão desse fenômeno, com ela temos o desinteresse das autoridade, governos populistas no estado e no município e falta de incentivo de empresas, já que essas, na sua grande maioria, têm sede em São Paulo.
Eu já vinha me acostumando com a idéia de deixar de ser a capital cultural, mas sempre achei que o futebol carioca, esse sim, teria sempre seu espaço no Brasil e no mundo, mas… Estava muito enganado. Futebol é cultura (por que não?) e este também precisa de investimento e renovação, coisa que não aconteceu no Rio e ai, ficou fácil, São Paulo dominou. E olha que foi bem feito, bem dominado, a ponto do sotaque paulista ser o mais ouvido em resenhas futebolisticas, outrora uma tradição carioca, e a famosa música: “Domingo eu vou ao Maracanã” ser substituida por “Domingo eu vou ao Pacaembú”… Só faltando patentear . Os paulistas chegaram para acabar, têm grana, estrutura e ganham todas! Nós ainda estamos no tempo da Máfia do futebol, com clãs que dominam a máquina futebolisticas formando uma situação semelhante a da Liga de Escolas de Samba (que devem se preocupar pois Sampa também tem “Apoteose”) e, por conta disso, times cariocas de tradição começam a engasgar e mostrar sinais de fraqueza e má administração. Não sei não, mas daqui a pouco os cariocas terão a segunda divisão do campeonato brasileiro como objetivo, surgindo apenas como possíveis adversários dos paulistas, mineiros, gaúchos que cairem para a segundona, o pior, satisfeitos com sua situação, lutando por um campeonato carioca de 4 times e continuando, como todo carioca, se conformando que São Paulo é melhor.
Os paulistas são mais certinhos e só querem e pensam em trabalhar, cariocas são mais espertos, assim se colocam, gostam do sol, da brisa e da praia que, por sinal, é a única vantagem que temos sobre os paulistas. Só nos resta torcer para que o descongelamento não leve o mar para São Paulo, ou se não, poderemos ouvir falar em “Morumbi, a princesinha do mar”.